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SOBRE ANA CARTER

Há mais de vinte e cinco anos, como atriz, diretora de elenco e preparadora (coach) de atores entre  Brasil e Inglaterra, Ana Carter, pós-graduada em Artes Cênicas pela Arts Educational Schools de Londres, tem realizado trabalhos para Teatro, Cinema e Televisão, tanto no Brasil como na Inglaterra.  Seus trabalhos incluem  “Gold Diggers – The World’s Biggest Bank Robbery” (eleito um dos vinte melhores programas da Discovery Channel), “Trainspotting” (peça ganhadora do premio Shell de Melhor Direção de 2001) e “Banged Up Abroad”,  para o Channel Five da Inglaterra. E a radionovela “Rio Story” para a BBC de Londres.   

Desde meu retorno ao Rio em 2011 tenho trabalhado de forma independente com atores que visam tanto a um aprimoramento técnico em geral como a uma preparação para trabalhos específicos em português e/ou inglês. Entre eles: Isis Valverde, Carmo Dalla Vecchia, Letícia Colin, Júlio Adrião, André Ramiro, Juliane Araújo, Barbara França, Daniel Rangel, Malu Falangola, Dandara Albuquerquel e Isadora Ferrite.  

Atualmente, integra o corpo docente da Oficina de Atores da CESGRANRIO, da Faculdade CAL, tendo também lecionado recentemente na Academia Internacional de Cinema (AIC) sempre ensinando a técnica   acima descrita.  Dirige também cenas de TV e   prepara e dirige os atores em videobooks filmados pela equipe Tovendo Atores. 

SOBRE A TÉCNICA

Atuar é fazer de verdade dentro de circunstancias imaginárias pois sem a verdade não existe identificação entre o público e a obra.

Com o objetivo de realmente transformar  o ator tecnicamente para que ele atinja  essa verdade cênica, tão bem descrita por Sanford Meisner, utilizo no meu trabalho uma série de técnicas de estudo e improviso aprendidas na Inglaterra e muito utilizada também nos EUA, Australia, Canadá, França e Alemanha. Estas técnicas são baseadas no trabalho do próprio Meisner, de Stella Adler, Uta Hagen, John Blatchley, Mel Churcher entre outros. A Ideia aqui é a de começar a desenvolver ferramentas para que o ator não só compreenda melhor todos os diferentes aspectos do seu personagem e de sua história, mas descubra o que o impulsiona na trama. Acredito que seja através do desejo/impulso e da ação, para conseguir o que o personagem quer de um outro, que se abre a escuta e o jogo de cena se torna mais  verdadeiro e vivo. Tão vivo a ponto de esse foco no outro permitir que o ator naturalmente esqueça sua ânsia de controlar a cena e de acertar e sua autocrítica que, especialmente no trabalho para a câmera, maculam a qualidade da sua atuação. Assim, ele se joga no personagem e o vive com verdade, momento a momento, ao invés de representá-lo, e todos os seus vícios de atuação são naturalmente esquecidos. Paralelo a isto, amplia-se o autoconhecimento do ator, identificando-se tanto os padrões negativos de comportamento prejudiciais a essa entrega como as potencialidades úteis à construção de seu personagem. 

 * Entrevista ao canal de Bianca Brunstein